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Turnê de Roger Waters no Brasil será investigada

Jorge Mussi ministro do TSE, deu prosseguimento em ação que investigará turnê do músico no Brasil

O ministro do Superior Superior Eleitoral, Jorge Mussi, deu prosseguimento com a ação impetrada por advogados do agora eleito Presidente da República Jair Bolsonaro, do PSL, para que seja feita uma investigação na turnê do ex Pink Floyd, Roger Waters no Brasil.

O pedido da coligação de Bolsonaro alega que o músico disseminou mensagens e acusações de “extrema gravidade” e demonstram “premeditação e o explícito propósito de denegrir” a imagem de Bolsonaro, com o intuito de  “causar nos telespectadores/fãs uma forma de repulsa”, sendo uma evidente “campanha negativa” que não condiz com a realidade. Ainda, dizem que “os ataques possuem grande semelhança conceitual com a propaganda produzida pelo PT”, segundo o site “O Antagonista”.

A polêmica começou em seu primeiro show no Brasil, que aconteceu na capital de São Paulo, quando o músico surpreendeu de forma negativa o público, mostrou no telão de seu palco alguns exemplos de países que teriam líderes políticos “neofascistas”.

Ele então associou a imagem de Jair Bolsonaro, e apresentou o hashtag usada pela esquerda durante a campanha #ELENÃO, só que o público que pagou para assistir um show musical não gostou nada do que viu e Roger recebeu uma demorada e sonora vaia, possivelmente a primeira de sua carreira. Ele colocou as mãos na cabeça em sinal de desespero.

Mesmo com a repercussão negativa ele atacou Bolsonaro no segundo show em São Paulo. Ele exibiu no telão uma tarja sobre o nome de Jair com o escrito: “ponto de vista político censurado”.

Em resposta, no show que ocorreu em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, fãs levaram um boneco inflável de Lula vestido de presidiário, representando a corrupção.

Dias depois em entrevista ao jornal à Folha, o ex-Pink Floyd disse: “Está claro que não vai fazer nada para romper com o sistema vigente. Ele [Bolsonaro] vai acelerar ao máximo essa onda que está destruindo o mundo. Vai facilitar as coisas para quem está roubando dinheiro das pessoas pobres. Vai militarizar a polícia. Vai tornar tudo mais difícil para as classes trabalhadoras. Grito isso para quem quiser ouvir. É o que vai acontecer se esse cara for eleito”.

Ele ainda reclamou que o atual Ministro da Cultura do Brasil, repudiou manifestações de cunho político em apresentações artísticas.

O ministro Sérgio Sá Leitão, disse que hoje não se pode mais ir a um show simplesmente aproveitar a cultura sem que alguém tente lhe induzir a algo.

E depois da entrevista de Waters, o Ministro da Cultura usou o próprio Twitter para afirmar que Roger Water recebeu R$ 90 milhões para fazer “campanha eleitoral disfarçada de show ao longo do 2º turno”. A declaração também foi utilizada pela defesa de Jair Bolsonaro para o pedido de abertura processual.

Veja:

Sérgio Sá Leitão@sergiosaleitao

“Roger Waters recebeu cerca de R$ 90 milhões para fazer campanha eleitoral disfarçada de show ao longo do 2º turno. Na Folha, chamou Bolsonaro de “insano” e “corrupto”. Sem provas, claro. Disse aos fãs que não voltará ao Brasil caso ele ganhe. Isso sim é caixa 2 e campanha ilegal!”

Waters também queria ir visitar o ex-Presidente Lula na cadeia, mas teve o pedido negado pela justiça brasileira.

 


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