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TSE diz que PT não tem provas contra Bolsonaro, denúncia “lastreada em matérias jornalísticas”

Ministro do TSE Jorge Mussi, relator do processo impetrado pelo PT, nega pedido de cassação da chapa de Bolsonaro

Jorge Mussi, ministro do Tribunal Superior Eleitoral TSE, e relator do processo impetrado pela coligação de Fernando Haddad do PT pedindo a cassação da chapa de Bolsonaro e impugnação de sua candidatura à Presidência da República, negou o pedido de cassação da chapa.

Segundo o ministro toda a denuncia está baseada apenas em matéria jornalística publicada pelo jornal Folha de São Paulo, que acusava Jair Bolsonaro de participar de um esquema de compra de envio de mensagens em massa através do aplicativo de mensagens WhatsApp, com a ajuda de empresarios.

O ministro Mussi complementa que até o presente momento não foi apresentada qualquer prova que atestasse a veracidade da acusação.

Fontes ligadas ao Ministério Público chegaram a classificar a denuncia como “bobinha”, uma vez que nada vou apresentado além da notícia.

Mesmo assim o caso será investigado. Entretanto o ministro já negou todas as medidas cautelares pedidas pelo PT, como a quebra de sigilos dos empresários citados, e também a suspensão do WhatsApp, solicitada pelo partido dos trabalhadores.

Leia na íntegra o despacho do ministro Mussi:

“Apesar da previsão legal de concessão de liminares antes mesmo da oitiva da parte contrária, postergando-se o contraditório, essa medida deve ser acompanhada de muita cautela no caso concreto e concedida em caráter excepcional, de forma a prestigiar as garantias constitucionais.

Assim sendo, relativamente aos pedidos constantes do item 42.2 da inicial e da respectiva emenda, observo que toda a argumentação desenvolvida pela autora está lastreada em matérias jornalísticas, cujos elementos não ostentam aptidão para, em princípio, nesta fase processual de cognição sumária, demonstrar a plausibilidade da tese em que se fundam os pedidos e o perigo de se dar o eventual provimento em momento próprio, no exame aprofundado que a regular instrução assegurará (LC nº 64/90, art. 22, V a VIII), razão pela qual, à míngua dos pressupostos autorizadores, indefiro as postulações cautelares.”

Ministro Jorge Mussi do TSE será relator no processo contra Bolsonaro. Foto/Reprodução


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