in

Seria um presente de grego

Na reta final das eleições, o candidato petista Fernando Haddad, tenta desesperadamente esconder tudo o que o partido nunca se envergonhou de escancarar. Não apenas a mudança de cores, mas toda a postura adotada na tentativa de reverter a derrota

Barbara W.Tuchman, inspirada na lenda Cavalo de Tróia, contada no poema Ilíada, de Homero, comenta que muitas pessoas acabam entrando em caminhos insensatos que vão chegar em destinos trágicos. Barbará batizou esse movimento de “Marcha da Insensatez”.

E segundo publicação do site da ISTO É, é exatamente o que estamos vivenciando no Brasil com a candidatura de Fernando Haddad pelo PT nestas eleições à Presidência da República. De acordo com a publicação o PT tenta nos apresentar o “Cavalo de Tróia”, mais óbvio de toda nossa história.

Um partido onde toda a cúpula está condenada e presa e seu principal líder Luis Inácio Lula da Silva o Lula, mesmo preso coordena a campanha presidencial do seu substituto, tenta desesperadamente se perpetuar no poder, desconsiderando a história que levou o Brasil a sua maior crise moral político-econômica de sua história.

Em especial no segundo turno, depois de serem duramente criticados por toda a sociedade, o partido tentou mudar a apresentação perante o eleitor. Esconderam o vermelho com estrela amarela que sempre foram motivos de orgulho dos petistas.

Voltaram atrás em falas que fizeram parte de toda sua campanha até aqui, e tentam despistar o fato de que caso permaneçam no poder, toda a corja voltará presa a Haddad que nitidamente continua ligado a todos os condenados por diversos crimes que levaram o país a ruína.

“O PT apostava que prevaleceria no conjunto da sociedade a memória dos tempos de bem estar e ascensão econômica dos primeiros anos do governo Lula. Mas o que prevaleceu foi a memória da confusão e da crise dos anos mais recentes, do governo Dilma Rousseff. Os casos de corrupção. E a falta de resposta para o crescimento da violência urbana”, analisa Leonardo Barreto.

O exército oculto atrás de Haddad

Montagem sobre foto: Gerson Nascimento; fotos: Gabriel Reis; Waldemir Barreto/AG. Senado; AFP PHOTO/Jefferson BERNARDES; AFP PHOTO/NELSON ALMEIDA; Adriano Machado/AG. ISTOé; Jefferson Rudy; Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press; ED FERREIRA/ESTADãO CONTEúDO/AE; Roberto Stuckert Filho/PR.

Os personagens ocultos nessa segunda fase da campanha, começam pelo próprio Lula, que depois da visível preferência do eleitor ao candidato Jair Bolsonaro, ordenou que Haddad parasse de visitá-lo na cadeia em Curitiba, tentando assim tirar a imagem que ficou de uma homem que estaria sendo usado como “fantoche”, segundo a linguagem do povo nas redes socais.

Mas esse distanciamento de Haddad e Lula, é apenas para agradar a opinião pública, entretanto,

emissários do PT visitam Curitiba com frequência, e na cela na sede da PF, colhem as orientações do ex-presidente para a campanha. Um desses emissários é o advogado Emídio Pereira de Souza, ex-prefeito de Osasco.

De forma velada ou mesmo explícita, em caso de governo Haddad a presença de Lula é uma certeza, e com ele a volta de todos os outros líderes do partido estariam aguardando o momento certo para voltarem a cena da política nacional.

 

Ilustração: Lézio Júnior, para “Isto é”


Qual sua opinião? Escreva abaixo👇


Thumbnails" widget to render:

What do you think?

0 points
Upvote Downvote

Está definido o relator do processo de Bolsonaro no TSE

É difícil ligar Bolsonaro a crime no caso do WhatsApp, diz fonte do MPa