Nada melhor do que uma boa noite de sono. Dormir bem interfere diretamente na saúde e na qualidade de vida. Com as crianças, não é diferente. Porém, alguns problemas podem atrapalhar, como o ronco, que não é exclusividades dos adultos.

O que ocasiona  o ronco?

De acordo com Maura Neves, otorrinolaringologista da Clínica MedPrimus, em São Paulo, se seu filho ronca, ele precisa ser avaliado por um especialista para identificar a causa. Vários fatores podem ocasionar o ronco e o principal é a obstrução nasal, mais conhecida simplesmente como nariz entupido.

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Geralmente, ela ocorre nos quadros de rinites, sinusites ou  resfriados. Neste caso, é normal que isso ocorra e, como o tratamento depende da causa, é preciso tratar com medicamentos a doença que causou o problema. O aumento das amígdalas e das glândulas adenoides, órgãos que fazem parte do sistema imunológico, também pode causar a dificuldade de respiração durante a noite e, consequentemente, o ronco. “Quando acontece, deve-se avaliar a possibilidade de cirurgia”.

Segundo Maura, as crianças apresentam maior possibilidade de roncar entre os três e cinco anos de idade, já que esta fase é o pico de crescimento das glândulas citadas anteriormente. “É quando mais temos problemas com a chamada “carne esponjosa”, após esse período ocorre um involução dessas estruturas e o ronco tende a diminuir”, explica a otorrinolaringologista.

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O ronco não pode ser visto como apenas um barulho na hora de dormir. Por trás, pode estar a apneia do sono, quando a respiração é interrompida e retomada várias vezes, devido à obstrução respiratória. Ou seja, se esse e outros problemas não forem curados, a qualidade do sono fica comprometida e pode gerar danos à saúde.

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“Crianças sem tratamento adequado podem apresentar alteração do ciclo de sono, sonolência diurna, agitação, déficit de atenção, hiperatividade, alteração de rendimento escolar e irritabilidade”, diz Maura. “Além disso, a obstrução nasal faz com que a criança respire pela boca. Isso promove uma grande mudança no padrão de crescimento facial e dentário, alterações de mordida, de posicionamento lingual e até de dicção das palavras”, completa.

Mas tudo isso pode ser tratado e até prevenido com avaliações médicas. Por isso, não deixe de levar seu filho ao pediatra ou otorrinolaringologista se ele apresentar alguns destes sintomas.

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