in

Ministro da Cultura diz que Roger Waters recebeu R$ 90 milhões por campanha em show

“A apresentação do artista é caixa 2 e campanha ilegal”, disse Ministro da Cultura sobre a manifestação do músico Roger Waters contra Bolsonaro em seu show em São Paulo

A polêmica envolvendo o músico Roger Waters depois que o mesmo fez campanha contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) durante seu show em São Paulo, não acabou.

No show o cantor se posicionou contra Bolsonaro e apresentou no palco a hashtag criada por artistas “EleNão, mas ao contrário do que Roger esperava, o público não gostou da interferência do cantor e ele recebeu uma longa e sonora vaia, que possivelmente tenha sido a primeira de sua carreira.

Mesmo assim, esta semana em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Roger voltou a atacar Bolsonaro o chamando de “corrupto e insano”, e disse que não se importava com as vaias que recebeu pois isso aumentaria o debate politico que ele quer promover em sua turnê.

Mas o Ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, não concorda com a atitude do cantor e usou sua conta no Twitter para fazer uma importante denuncia. Segundo Leitão o cantor teria recebido dinheiro para se posicionar daquela forma no show.

“Roger Waters recebeu cerca de R$ 90 milhões para fazer campanha eleitoral disfarçada de show ao longo do 2º turno. Na Folha, chamou Bolsonaro de “insano” e “corrupto”. Sem provas, claro. Disse aos fãs que não voltará ao Brasil caso ele ganhe. Isso sim é caixa 2 e campanha ilegal! diz a postagem do Ministro.

Não demorou para que a postagem começasse a repercutir e ele endossou o que havia dito:

“Obrigado a você que chamou de fake news meu post sobre Roger Waters. Prova de incoerência. Por muito menos, acusou Bolsonaro de caixa 2 e campanha ilegal. Sem provas. E o que eu disse é verdade: ele recebeu R$ 90 milhões por shows/entrevistas; e está em campanha contra Bolsonaro”.

O Ministro já havia manifestado desagrado com a situação envolvendo o músico em entrevista ao jornal “O Estado De São Paulo”, essa semana.

“Eu estive lá, conversei com o empresário dele antes. Confesso que, pensando como público, como fã, eu estou de saco cheio. A gente não consegue mais ir a um show ou ver um filme sem que haja algum tipo de manifestação política. Muitas pessoas estão com essa sensação”, afirmou.

O Ministro afiram que tem tentado dar seguimento aos trabalhos de sua pasta que esta esquecida, mas que tem esperança que com a provável eleição de Bolsonaro as coisas mudem, e que já conversou com Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável e que ele afiram que tem interesse de ajudar na melhoria do ministério.

“Eu não tenho essa visão apocalíptica. Aos 51 anos, já vi muita coisa acontecer desde o final do regime militar. Acho que a democracia é muito sólida, temos instituições consolidadas e um bom sistema de pesos e contrapesos. Estou mais otimista, mas entendo o que você disse no que diz respeito a Jair Bolsonaro não fazer menção à cultura. As falas dele até agora foram muito poucas”, disse o ministro.

Sá Leitão também fez duras críticas ao governo petista com relação a distribuição e prestação de contas feitas pelo Ministério da Cultura nos último anos.

“Eu gasto metade do meu tempo e da minha equipe resolvendo problemas herdados das gestões do PT. Não é possível aceitarmos que tenham sido acumuladas 25 mil prestações de contas sem análise no caso da Lei Rouanet, por exemplo”, disse.

Ministro diz estar ‘de saco cheio’de não conseguir ir a shows sem que haja manifestações políticas

 

Roger Waters se apresentou na Arena Fonte Nova

Qual sua opinião? Escreva abaixo👇


Thumbnails" widget to render:

What do you think?

1 point
Upvote Downvote

Manifestação a favor de Bolsonaro promete um milhão nas ruas e entrar na história

Amoêdo diz que jamais votaria no PT, e sim vai votar 17 no Jair Bolsonaro