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Mano Brown detona campanha do PT durante comício do próprio partido

Rapper disse duras verdades durante comício do partido e dá a entender que eleitores de Bolsonaro não são monstros 

Mais uma saia justa em comício do PT, pode ter “enterrado” de vez qualquer rastro de esperança do candidato Fernando Haddad de uma virada na disputa da Presidência da República.

O rapper Mano Brown, que é considerado um líder por comunidades mais carentes, por entender a vida da pessoas de classes mais humildes e ter um diálogo direto com elas, disse que  não gostava do clima de festa do comício e que estava muito triste em ver a forma como foi conduzida a campanha do partido, que desde o início ataca o candidato Jair Bolsonaro, o acusando dos mais terríveis adjetivos.

Mano Brown disse que não acredita que as pessoas que eram tão carinhosas com ele e o amavam e respeitavam, haviam virado monstros, e que essas pessoas não eram tão más assim fazendo uma alusão a várias críticas dos petistas com relação aos bolsonaristas, os chamando de fascistas, e dizendo que quem era favorável a Bolsonaro era torturador entre outras acusações. Para ele, esse foi um dos grandes erros desta campanha, que não soube entender a vontade do povo e aceitar que os outros também têm o direito a pensar diferente e que isso não significa que sejam pessoas ruins.

Logo atrás do músico era possível ver Fernando Haddad, a esposa, Manuela D’Ávila e Boulos visivelmente constrangidos e desconfortáveis.

Veja o discurso na íntegra

“Mano, eu vim aqui representar a mim mesmo, não vim representar ninguém, certo? Eu não gosto do clima de festa. Não gosto… Acho que a cegueira que atinge lá, atinge nóis também. Isso é perigoso. Não tá tendo motivo pra comemorar. Tem sei lá, quase 30 milhões de votos pra alcançar aí. Não temos nem expectativa nenhuma para alcançar, para diminuir essa margem.”, disse o cantor, calando a platéia petista.

“Não estou pessimista, sou realista. Eu não consigo acreditar pessoas que me tratavam com tanto carinho, pessoas que me respeitavam, me amavam, que me serviam o café de manhã, que lavava meu carro, que atendia meu filho no hospital, se transformaram em monstros. Eu não posso acreditar nisso. Eu não posso acreditar. Essas pessoas não são tão más assim. Se em algum momento a comunicação do pessoal daqui falhou, vai pagar o preço. Porque a comunicação é alma. Se não tá conseguindo falar a língua do povo, vai perder mesmo, tio. Certo?”, continuou o rapper.

“Falar bem do PT para torcida do PT é fácil. Tem uma multidão, que não tá aqui, que precisa ser conquistada ou a gente vai cair no precipício. Eu tinha jurado pra mim mesmo nunca mais subir em palanque de ninguém. (…) Mas eu estou vendo casais se separando, amigos de 35 anos deixando de se falar. Tenho amigos…”, acrescentou Brown, sendo interrompido pela platéia que tentou puxar um grito pró-Haddad. “Se eu puder falar vai ser bom também, vou parar também, já era e foda-se, certo?”, se revoltou Brown.

Em resposta, parte dos petistas começaram a vaiar a fala, mas o rapper continuou.

“Tenho amigos que eu não tenho mais como olhar no rosto deles por causa de política. Não vim aqui pra ganhar voto porque eu acho que já tá decidido. Agora, se falhou, vai pagar, quem errou vai ter que pagar mesmo”, afirmou o cantor, recebendo ainda mais vaias dos petistas. “Não gosto do clima de festa. O que mata a gente é a cegueira e o fanatismo. Deixou de entender o povão já era. Se nós somos o Partido dos Trabalhadores, o partido do povo, tem que entender o que o povo quer. Se não sabe, volta pra base e vai procurar saber. E as minhas ideia é essa, fechou”, completou.

 


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