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Bolsonaro vai convidar Moro para o Ministério da Justiça

Em primeira entrevista como Presidente eleito do Brasil, Bolsonaro afiram desejo de ter Sérgio Moro no seu governo

O novo Presidente da República eleito no último domingo (28), Jair Bolsonaro do PSL, deu sua primeira entrevista depois de eleito à RecordTV  e disse que convidará o juiz Sérgio Moro, responsável pela operação contra corrupção “Lava-Jato”,  para o ocupar o cargo de ministro da Justiça.

“Pretendo sim (convidar Sérgio Moro), não só para o Supremo, quem sabe até chamá-lo para o Ministério da Justiça. Pretendo conversar com ele, saber se há interesse dele nesse sentido também”, disse o Presidente Bolsonaro.

Bolsonaro voltou atrás na ideia de aumentar o número de ministros do STF, e sobre questões envolvendo isenção dos ministérios.

“Ficou no passado. Eu estava embarcando em um rumo equivocado. Agora, domingo, eu conversei com o Dias Toffoli (presidente do STF). Chegando a Brasília, conversarei com o presidente do Supremo. Eu tenho certeza que teremos uma convivência harmônica e ainda disse mais, que não é o Executivo que vai fazer não, vamos fazer com o Judiciário, todos nós somos responsáveis pelo futuro.”

Como uma das primeiras medidas no governo, o presidente eleito também disse que irá enxugar a máquina pública, diminuindo o número de ministérios, cargos comissionados e colocando limites nos cartões corporativos.

Ele disse que na próxima semana irá se encontrar com o Presidente Michel Temer, para discutir projetos que possam ser aprovados ainda este ano no Congresso Nacional, incluindo a reforma da Previdência.

Bolsonaro alou sobre o Teto de Gastos, que está em vigor, e é algo de críticas.

 

“Seria até dispensável a condição do Teto, porque nossa economia já está deficitária, então não adianta você querer revogar a emenda total do Teto, porque não tem como investir mais no Brasil. O Teto ao meu entender é importante e se puder ser aperfeiçoado, será bem-vindo.”

 

Ele comentou sobre a revisão que fará no Estatuto do Desarmamento, que foi uma das diretrizes da sua campanha eleitoral.

“Um dos dispositivos lá do estatuto diz que você tem que comprovar efetiva necessidade de comprar uma arma de fogo e quem decide isso aí é a Polícia Federal, que é orientada pelo Ministério da Justiça e pelo próprio Presidente da República.”

De acordo com o Presidente, os delegados da Polícia Federal que vão decidir sobre quem pode ter a posse de armas, de acordo com as orientações do governo.

“A orientação nossa é que a efetiva necessidade está comprovada pelo estado de violência que vive o Brasil. Nós estamos em guerra.”

 

Bolsonaro também disse que quer flexibilizar o porte de arma de fogo.

“O caminhoneiro armado, ao reagir se alguém estiver roubando ou furtando o seu estepe, ele vai dar um exemplo para a bandidagem. Ele atirou, o elemento foi abatido em legítima defesa, ele vai responder, mas não vai ter punição. Vai diminuir a violência no Brasil com toda certeza.”

 


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